CAPITULO IV : A ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES DO CLIENTE .

1– DESGERMAÇÃO (LAVAGEM DAS MÃOS)

É uma medida importante na prevenção da disseminação dos microrganismos. A boa técnica de assepsia envolve a limitação da transmissão de germes de uma pessoa para outra.

A utilização de meios mecânicos, físicos e químicos servem para remover e destruir os microorganismos. A água corrente retira mecanicamente, os germes, enquanto que os sabões emulsionam os corpos estranhos e baixam a tensão superficial, facilitando assim, a remoção de óleos, gorduras e sujeira. A fricção é a forma de auxiliar este processo colaborando para sua eficácia.

Material


Ø sabão liquido

Ø água corrente

Ø papel toalha


Técnica

1- Enrolar as mangas ate acima dos cotovelos

2- Retirar relógio e anéis

3- Molhe as mãos e braços até os cotovelos;

4- Passe sabão nas mãos e limpe a bica caso não tenha controle para os pés

5- Passe mais sabão e friccione, palma contra palma e os espaços interdigitais por no mínimo 25 vezes.

6- A seguir friccione palma contra dorso das mãos no mínimo 25 vezes

7- Limpe as unhas uma por uma e passe a ponta dos dedos sobre a palma oposta

8- Friccione os punhos em movimentos circulares ate os cotovelos

9- Todo o procedimento deve ser realizado, mantendo o cotovelo, em nível inferior das mãos.

10- Lave as mãos sem encostar uma na outra e sem sacudi-las, deixe a água correr livremente nas mãos ate que retire todo o sabão

11- Lave a bica e feche-a

12- Secar as mãos sem sacudi-las com papel toalha.

Alem de lavagem básica das mãos, também conhecida como lavagem medica, existe ainda a técnica de escovação cirúrgica, realizado pelos membros da equipe antes do ato cirúrgico.

2 – CALÇAMENTO DE LUVAS

Alem da lavagem das mãos que sem dúvida consiste no melhor e mais importante método no combate a infecção hospitalar é de grande importância a utilização da luva.

Tipos de Luvas

Ø Estéril – usada para realização de procedimentos assépticos, logo visa a proteção do cliente. Sempre que temos por objetivo a ausência de qualquer microorganismo usamos luvas esterilizadas. Ex: curativos limpos, cateterismos vesical, etc…

Ø Procedimento – usadas para a realização de procedimentos que dão acesso ao profissional a material contaminada. Sendo assim a luva de procedimento serve para a proteção do profissional. Um a vez que estas não são esterilizadas só impedem o contato da s mãos do profissional, para que não se contamine. Ex: trocar fraldas, manipulação de exsudados, sangue etc…

Material

Ø um envelope de luvas esterilizada de tamanho adequado.

Técnica

1- Lavar as mãos

2- Abrir o envelope da luva pela exterminada, evitando manuseá-la desnecessariamente, e de modo que os punhos fiquem voltados para a pessoa que irá calçá-las;

3- Levantar com mão esquerda, a luva direita, para parte superior da dobra do punho.

4- Introduzir a mão direita, no interior da luva, sem ajeitar os dedos caso estejam trocados

5- Introduzir os dedos da mão direita, na parte interna da dobra da luva esquerda, e introduzir a mão esquerda.

6- Antes de retirar os dedos da mão direita do interior da dobra, revira-la de forma que essa sobreponha o punho, que ficara complemente recoberto

7- Acertar os dedos caso necessário

8- Recobrir o punho com a dobra do punho direito, da mesmo com a que o esquerdo, ou seja, com os dedos no interior da dobra

9- Para descalçar a luvas

10- Retira a luva esquerda, pinçando o ponho com os dedos da mão direita e retire a luva

11- Retirar a luva direita introduzindo os dedos da mão esquerda por dentro do punho direito

12- Coloca-lo na própria embalagem

13- Arrumar o material e deixar o local em ordem.

3 – SINAIS VITAIS

Sinais vitais também chamados Sinais Cardinais, são aqueles que evidenciam as alterações da função, corporal, e quando se desviam dos parâmetros normais, significa que o indivíduo necessita ser observado para investigação da relação causa efeito.

Temperatura

Significa o nível do calor a que chega um determinado corpo. É o equilíbrio entre o calor produzido, distribuído pelo sangue circulante através dos vasos sangüíneos, controlado pelo centro nervoso da regulação térmica e eliminado pelo corpo.

Vias normais de perda de calor: Evaporação do suor, evaporação pulmonar, pelo ar inspirado, pela urina, fezes, saliva.

Fatores que alteram a temperatura : Frio ou calor , atividade física , algumas patologias, perda sangüínea, ingesta de liquido, banho quente ou frio, choque, algumas drogas, emoções e climatério.

Padrões normal de temperatura


a) Bucal: 36.2º a 37ºC ( 5 a 7 min)

- Posição: sentado, semi sentado e deitado

- Diferença : mais baixa que a retal de 2 a 2, 5 décimos , mais eficiente que a axilar.

- Cuidados: dar água natural para o cliente beber antes da verificação, utilizar termômetro individual, descer a coluna de mercúrio abaixo de 34ºC, não verificar em clientes inconscientes, crianças, nas intervenções cirúrgicas da boca, após ingerir líquidos quentes ou frios, após extrações dentarias e inflamações.

b) Retal : 36.4º a 37.2ºC ( 5 a 7min)

- Posição: Sims

- Diferença: mais elevado do que a bucal e axilar

- Cuidados: Não expor o cliente, usar termômetro individual, descera coluna de mercúrio abaixo de 34,5ºC, não sofre interferência do meio externo, não verificar em clientes em intervenção de reto, fissura retal, abcesso retal , perioneorrafia ou perineoplastia.

c) Axilar: 36º a 36.8ºC ( 7 a 10 min)

- Posição: sentado, semi sentado e deitado

- Diferença : mais baixa que a retal de 4 a 5 décimos sofre influencia do fatores externos.

- Cuidados: secar a axila, descer a coluna de mercúrio abaixo de 34,5ºC, não verificar em clientes com queimaduras do tórax, fraturas de membros superiores, furúnculos na região côncava da axila

Variações de temperatura


a) > 34º C – Colapso Álgido ( Choque gelado)

b) 34º a 35º C – Colapso

c) 35º a 36º C – Subnormal

d) 36º a 37.5ºC – Normotermico

e) 37.5º a 38º C - Estado febril

f) 38º a 39º C – Febre

g) 39º a 40º C – Pirexia

h) 40º a 41º C – Hiperpirexia


Tipos de febre

Ø Continua – é aquela que ocorre uma oscilação diária sem grande alteração , não ultrapassando de um grau.

Ø Renitente – oscilação diária podendo ultrapassar a um grau.

Ø Intermitente - elevações e queda brusca de temperatura.

Ø Recorrente – aparece e desaparece periodicamente com intervalo de vários dias ou semanas aparecendo geralmente na mesma hora.

Ø Ondulante- período de febre com período de apirexia em media dura de 2 a 3 dias.

Terminologia


Ø Hipertermia – 37.5º a 41ºC

Ø Hipotermia – 36 a 34º C

Ø Normotermico – 36.5 a 37º C

Ø Pirexia – febre

Ø Apirexia – ausência de febre


Pulso

É a oscilação do sangue dentro das artérias, ou seja, e a ondulação exercida pela expansão das artérias, seguindo a contração do coração

Locais de verificação : Artérias temporal, facial, carótida, braquial, radial, femural, poplíteo, pediosa.

Pulso Apical – consiste na verificação do pulso no ápice do coração, na altura do 5º espaço intercostal, na linha hemiclavicular esquerda, com o auxilio de um estetoscópio.

Padrões normais


a) Homem – 60 a 70 bpm

b) Mulher- 65 a 80 bpm

c) Idosos: 60 a 70 bpm

d) Criança – 100 a 115 bpm

e) Lactente – 115 a 130 bpm

f) Recém – nascido: 130 a 150 bpm


Regularidade

Ø Rítmico – é regular seguindo uma seqüência

Ø Arritmico – é irregular, não tem uma seqüência

Tipos de pulso

Ø Bradisfigmico - batimento cardíaco lento.

Ø Taquisfigmico – batimento cardíaco acelerado.

Ø Discotico – tem a impressão de 2 batimentos ao mesmo tempo.

Ø Normofigmico - batimento cardíaco normal

Volume

Ø Cheio

Ø Filiforme – bem fino , geralmente em clientes agonizantes.

Terminologia

Ø Nomocardico – batimentos cardíacos normais

Ø Bradicardico – diminuição dos batimentos cardíacos

Ø Taquicardico – aumento os batimentos cardíacos

Método de Verificação

- preparo psicológico

- preparar o material

- lavar as mão

- posição: sentado, semi – sentado e acomodar o braço

- contar por 1 minuto

Respiração

É a troca de gases entre o organismo e o meio ambiente. Para cada respiração externa do homem ocorre dois movimentos respiratórios, que são:

Inspiração – entrada de ar nos pulmões

Expiração – saída de ar dos pulmões

Freqüência


Ø Idosos – 14 a 18 ipm

Ø Adulto– 16 a 20 ipm

Ø Criança – 20 a 25 ipm

Ø Lactente – 40 a 60 ipm


No homem a respiração é mais abdominal, enquanto que na mulher é mais torácica.

Caráter da respiração


a) Profunda – bem forte

b) Superficial – bem fraca

c) Ofegante – cansada

d) Estertorosa – com ruídos


Tipos de respiração


Ø Eupnéica – normal

Ø Dispnéica- dificuldade na respiração

Ø Apnéia – parada respiratória

Ø Bradispnéica- lenta

Ø Taquipnéica – acelerada

Ø Ortopnéica – de acordo com a postura


Ø Cheyne Stokes – inicia-se com a dispnéia , depois taquipnéia e depois uma apnéia de 30 segundos.


Condições que afetam a respiração

- Fisiológicos

a) Aceleram : exercícios, emoções banho frio

b) Diminuem: sono, repouso e banho quente.

- Patológicos

a) Aceleram : pneumonia, difteria, doenças nervosas, doenças cardíacas, aumento da pressão intracraniana.

b) Diminuem: coma diabético, coma uremico, drogas depressoras do SNC

Método de Verificação

- Evitar que o cliente modifique o ritmo respiratório

- Posição: sentado ou deitado com o braço apoiado sobre o tórax.

Pressão Arterial

É a pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias, que depende da força de vários fatores para sua manutenção, tais como: resistência vascular periférica, ação propulsora do coração, volume sangüíneo e elasticidade das paredes dos vasos.

Valores normais

Pressão Sistólica ou Máxima normal varia em torno de 100 a 120 mmHg, indica a potência de esforço do ventrículo esquerdo , o valor da bomba cardíaca.

Pressão Diastólica ou Mínima normal varia de 60 a 80 mmHg, mede a distancia constante ao escoamento do sangue venoso nos vasos.

CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM MINISTÉRIO DA SAÚDE

Grau III

Hipertensão grave

180 X 110 mmHg

Grau II

Hipertensão moderada

160 X 100 mmHg

Grau I

Hipertensão leve

140 X 90 mmHg

Limítrofe

139 X 89 mmHg

Normal

120 X 80 mmHg

Terminologia


Ø Hipotensão – pressão arterial baixa

Ø Hipertensão – pressão arterial alta

Ø Normotenso – pressão normal


Fatores que modificam a Tensão Arterial

- Fisiológicos

a) Aumentam: gestação, digestão, drogas estimulantes, banho frio, exercício muscular , emoções e a posição do corpo.

b) Diminuem : menstruação, drogas deprimentes, banho quentes, sono e repouso tranqüilo.

- Patológicos

a) Aumentam: esclerose, drogas, toxinas de bactéria, uremia, enfermidades renais, tensão intracraniana, nefrite aguda (cefalgia intensa, náuseas, vômitos, sonolência e confusão mental). Hipertiroidismo, convulsões e eclâmpsia.

b) Diminuem: convalescência das enfermidades de origem bacteriana ( tuberculose),l doenças de Addison ( insuficiência das glândulas supra-renais), choque, hemorragias, anemia, febre e hipotireoidismo.

Material para a verificação dos sinais vitais

Bandeja:


Ø Estetoscópio

Ø Esfignomanometro

Ø Vidro com termômetro

Ø Bolas de algodão seco ou gases

Ø Bloco para anotar

Ø Relógio com o ponteiro de segundo

Ø Álcool á 70%

Ø Recipiente para lixo

Ø Caneta azul ou vermelha.


Técnica

Rotina de verificação dos sinais vitais

1- Verificar imediatamente após a admissão do cliente

2- Estabelecer controle de acordo com as necessidades do cliente

3- Aferir 30 minutos antes do cliente encaminhado ao C.C

4- Anotar os sinais vitais na folha de balanço hídrico, quando o cliente tiver hidratação venosa ou controle hídrico

5- Nos pós-operatório imediato controlar os sinais vitais da seguinte forma:

6- De 15 em 15 minutos nas primeiras 2 horas

7- De 30 em 30 minutos nas duas horas seguintes

8- De hora em hora por mais duas horas

9- De duas em duas horas, de três horas ou de quatro em quatro horas ate completar 24 horas de cirurgia.

10- Antes de verificar a PA procede limpeza das olivas

11- Local onde se costuma medir a PA é o membro superior

12- Colocar o manguito ao redor do braço, cerca de 4 cm aproximadamente acima da dobra do cotovelo e prende-lo

13- Fechar a saída de ar

14- Palpar a artéria braquial e colocar o diafragma do estetoscópio no local

15- Colocar o manômetro preso no manguito ou em local bem visível

16- Insuflar o manguito ate que o ponteiro tinja aproximadamente 180 mmHg. Dependendo da PA normal o cliente .

17- Abrir a saída de ar lentamente, e ouvir atentamente. A primeira batida auscultada é a pressão sistolica. E a ultima batida auscultada é pressão diastólica. Essa fase é comumente medida no ponto que antecede \ao termino dos sons auscultadas,

18- Registrar os dados

19- Limpar a oliva do estetoscópio com algodão embebido com álcool iodado após o uso.

4 – PESO E ESTATURA

O peso precisa ser verificado e anotado, com a finalidade de controlar qualquer alteração ocorrida durante sua permanecia no hospital. A informação exata sobre o peso é essencial como um guia na prescrição de certos medicamentos.

Material


Ø Balança antropometrica

Ø Papel toalha


Técnica

1 Lavar as mãos

2 Explicar ao cliente o que será realizado

3 Forrar o piso da balança com papel

4 Tarar a balança, colocando os mensores em ponto zero, travando a balança a seguir,

5 Pedir ao cliente para tirar o calçado e o roupão e subir na balança, auxiliando – o se necessário.

6 Destravar a balança, pesar cliente, orientando-o para não tocar em nada.

7 Ler o valor e abaixar o pino da trave

8 Colocar o cliente ereto, de costas para o antropometro, com os calcanhares unidos, olhando para o horizonte.

9 Auxiliar o cliente a descer balança e calçar os sapatos

10 Retirar o papel da balança

11 Ler a medida e anotar devidamente

12 Colocar os mensores em zero e baixar a régua, deixar o ambiente em ordem.

CAPÍTULO V: HIGIENE CORPORAL

NORMAS

01 – A higiene do paciente fica a cargo da Equipe de Enfermagem;
02 – Explicar sempre ao paciente o que vai ser feito;
03 – Preferencialmente realizar a higiene oral do paciente, antes do banho e apos as refeicoes, com solucao de Bicarbonato de Sodio, e quando se fizer necessario;
04 – Ao lidar com o paciente, de maneira direta, e imprescindivel o uso de luvas para procedimentos;
05 – Cuidar durante o banho, para nao expor, desnecessariamente, o paciente. A privacidade contribui muito para o conforto mental do paciente;
06 – Secar bem toda a superficie do corpo do paciente, principalmente as dobras;
07 – As portas do banheiro nao devem ser trancadas, durante o banho;
08 – Deve-se testar a temperatura da agua, antes do banho do paciente. Geralmente se usa agua morna.

HIGIENE ORAL

Definição: Consiste na limpeza dos dentes, gengivas, bochechas, língua e lábios. Condições patológicas que predispõem a irritação e a lesão da mucosa oral: (estado de coma, hipertemia).

Finalidades:

Ø Promover conforto ao paciente,

Ø Evitar halitose,

Ø Prevenir carie dentaria,

Ø Conservar a boca livre de resíduos alimentares.

HIGIENE ORAL (em pacientes impossibilitados de cuidar de si)

Material

Ø Solução anti-séptica – solução bicarbonatada (para cada 1 colher de chá, 500 ml de água);

Ø Espátula envoltas em gazes;

Ø Lubrificante (vaselina liquida);

Ø Toalha;

Ø Copo para colocar solução anti-séptica;

Ø Luvas;

Ø Cuba-rim.

Técnica

01 – Lavar as mãos;
02 – Explicar ao paciente o que ser feito;
03 – Calcar luvas;
04 – Reunir o material na mesa de cabeceira;
05 – Colocar o paciente em posição confortável, com a cabeceira elevada. Em pacientes inconscientes, colocá-los em decúbito lateral;
06 – Colocar a toalha na parte superior do tórax e pescoço do paciente, com forro plástico, se necessário;
07 – Proceder a limpeza de toda a boca do paciente usando as espátula envoltas em gazes, embebidas em solução anti-séptica diluído em água;
08 – Utilizar cuba-rim para o paciente “bochechar”;
09 – Limpar a língua, para evitar que fique seborreica;
10 – Enxugar os lábios com a toalha;
11 – Lubrificar os lábios com vaselina liquida, para evitar rachaduras;
12 – Retirar luvas;
13 – Lavar as mãos;
14 – Recompor a unidade;
15 – Anotar no prontuário o que foi feito e anormalidades detectadas.

Obs: – Em pacientes neurológicos com lesão cervical, usar a espátula com gaze, para retirar o excesso de liquido da solução anti-séptica, sem mobilizar a cabeça;
- Em pacientes conscientes, ele próprio deve escovar os dentes.

HIGIENE ORAL (em paciente entubado)

Material


Ø Solução anti-séptica – solução bicarbonatada,

Ø Espátula envoltas em gazes,

Ø Lubrificante (vaselina liquida),

Ø Copo para colocar solução anti-séptica,

Ø Seringa de 20 ml,

Ø Aspirador montado,

Ø Cânula de guedel (estéril), se necessário,

Ø Toalha,

Ø Luvas.

Técnica

01 – Lavar as mãos;
02 – Explicar ao paciente o que ser feito;
03 – Calcar luvas;
04 – Reunir o material na mesa de cabeceira;
05 – Colocar o paciente em posição confortável, com a cabeceira elevada ou em decúbito lateral se estiver inconsciente. Caso o paciente esteja com sonda nasogástrica, abri-la, para evitar náuseas e refluxo do conteúdo gástrico para a boca;
06 – Colocar a toalha na parte superior do tórax e pescoço do paciente, com forro plástico, se necessário;
07 – Verificar se o cuff da cânula endo-traqueal esta insuflado, para evitar que a solução anti-séptica ou salivação penetre na traquéia, durante a higienização;
08 – Instilar água com auxilio da seringa, pelo orifício da cânula de guedel, e fazer aspiração ao mesmo tempo;
09 – Retirar a cânula de guedel e lavá-la em água corrente na pia do quarto e recolocá-la, ou proceder a
sua troca por outra estéril, caso, seja necessário ou que conforme rotina, já tenha dado 24 horas apos
a sua colocação;
10 – Proceder a limpeza de toda a boca do paciente, usando as espátula envoltas em gazes embebidas em solução anti-séptica. Limpar o palato superior e toda a arcada dentaria;
11 – Limpar a também a língua;
12 – Enxugar os lábios com a toalha e lubrifica-los com vaselina;
13 – Retirar luvas;
14 – Lavar as mãos;
15 – Recompor a unidade;
16 – Anotar no prontuário o que foi feito e anormalidades detectadas.

Obs: – A troca do cadarço da cânula endotraqueal, deve ser feita pelo Técnico/Auxiliar a cada 12 horas,
ou quando se fizer necessário, acompanhada do reposicionamento da cânula endotraqueal, que dever ser feito pela Enfermeira da unidade;
- A higiene oral do paciente entubado dever ser feita 01 vez a cada plantão.

HIGIENE DAS PROTESES DENTARIAS

Material

Ø Copo com solução anti-séptica bucal,

Ø Escova de dentes,

Ø Pasta dental ou sabão liquido,

Ø Cuba-rim,

Ø 01 par de luvas,

Ø Toalhas de papel,

Ø Toalhas de Banho,

Ø Biombos.

Técnica

01 – Lavar as mãos;
02 – Explicar ao paciente o que vai fazer;
03 – Reunir o material na bandeja e colocar sobre a mesa de cabeceira do paciente;
04 – Proteger o leito com biombo;
05 – Colocar toalha sobre o tórax do paciente;
06 – Colocar o paciente em Fowler ou sentado quando for permitido;
07 – Calcar as luvas;
08 – Pedir ao paciente que remova a prótese com o uso da toalha de papel. Se o paciente não puder
remover as próteses sozinho, a enfermagem dever fazê-lo em seu lugar, lenta e cuidadosamente;
09 – Colocar as próteses na cuba-rim, forrada com toalha de papel. Levar ao banheiro;
10 – Colocar a pasta dental ou sabão liquido sobre a escova;
11 – Segurar as próteses na palma da mão e escová-la com movimentos firmes da base dos dentes para as pontas;
12 – Escovar a área de acrílico em toda sua extensão;
13 – Lavá-la sob jato de água fria;
14 – Desprezar o papel toalha da cuba-rim e colocar outro;
15 – Colocar a prótese limpa na cuba-rim;
16 – Lavar a escova com água corrente e colocá-los na cuba-rim;
17 – Lavar as mãos enluvadas;
18 – Oferecer copo com solução anti-séptica bucal, para que o paciente enxágüe a boca;
19 – Entregar a prótese ao paciente ou coloque-a por ele, no caso de impossibilidade do mesmo;
20 – Colocar o paciente em posição confortável;
21 – Desprezar as luvas;
22 – Limpar e guardar todo o material;
23 – Lavar as mãos;
24 – Anotar no prontuário.

Obs: – Quando o paciente retirar a prótese ou recolocá-la, a Enfermagem dever observar se há alguma
anormalidade em cavidade bucal. Se houver, relatá-la no prontuário.


BANHO NO LEITO (Paciente com Dependência Total)

NORMAS

01 – Trocar a água do banho sempre que necessário;
02 – Quando houver colostomia e/ou drenos, esvaziar as bolsas coletoras antes do banho ou trocá-la,
depois trocar as luvas e iniciar o banho;
03 – Quando o banho for dado em apenas uma pessoa, levando-se em consideração que o paciente ajuda, seguir a mesma técnica, porem, sem esquecer de lavar as mãos enluvadas, antes de manipular a roupa limpa;
04 – O uso de mascara para banho e opcional como rotina. Levar em consideração os pacientes altamente
infectados.

Material

Carro de banho ou mesa de cabeceira,
Luva de banho,
Toalha de banho (lencol protetor),
Material para higiene oral,
Material para higiene intima,
Pente,
Sabonete individualizado,
Comadre e/ou papagaio do proprio paciente,
Roupa para o paciente (pijama ou camisola),
Roupa de cama (02 lencois, 01 cobertor S/N, 01 toalha de banho, 01 para fralda S/N, 01 forro S/N,
Luvas de procedimento,
Luvas de banho,
Hamper,
01 bacia,
01 balde,
Fita adesiva,
Biombos,

Técnica

01 – Lavar as mãos e calcar as luvas de procedimentos;
02 – Explicar ao paciente o que vai ser feito;
03 – Trazer o carro de banho e o hamper próximo ao leito;
04 – Fechar as portas e janelas;
05 – Proteger a unidade do paciente com biombos;
06 – Oferecer comadre ou papagaio ao paciente e procurar saber se tem clister prescrito. Se houver, fazê- lo em primeiro lugar;
07 – Desprender a roupa de cama, iniciando do lado oposto onde permanecer;
08 – Fazer higiene oral do paciente e lavar a cabeça, se necessário;
09 – Trocar a água do banho, obrigatoriamente, apos a lavagem da cabeça;
10 – Lavar os olhos, limpando o canto interno para o externo, usando gaze;
11 – Lavar, enxaguar e enxugar o rosto, orelhas e pescoço;
12 – Remover a camisola ou camisa do pijama, mantendo o tórax protegido com o lençol, descansando os braços sobre o mesmo;
13 – Lavar e enxugar os braços e mãos do lado oposto ao que se esta trabalhando, depois o mais próximo,
com movimentos longos e firmes, do punho a axila;
14 – Trocar a água;
15 – Lavar e enxugar o tórax e abdome, com movimentos circulares, ativando a circulação, observando as condições da pele e mamas;
16 – Cobrir o tórax com lençol limpo, abaixando o lençol em uso, ate a região genital;
17 – Lavar, enxaguar e enxugar as pernas e coxas, do tornozelo ate a raiz da coxa, do lado oposto ao que
se esta trabalhando, depois o mais próximo;
18 – Colocar bacia sob os pés e lavá-la, principalmente nos interdigitos, observando as condições dos mesmos e enxugar bem;
19 – Trocar a água da bacia e a luva de pano, obrigatoriamente;
20 – Encaixar a comadre no paciente;
21 – Fazer higiene intima do paciente, de acordo com a técnica;
22 – Trocar, obrigatoriamente, a água da bacia e a luva de banho, retirando a comadre, deixando-a ao lado do leito;
23 – Virar o paciente em decúbito lateral, colocando a toalha sob as costas e nádegas, mantendo esta
posição com o auxilio de outra pessoa;
24 – Lavar e enxugar as costas, massageando-as, incluindo nádegas e cóccix do paciente;
25 – Deixar o paciente em decúbito lateral, empurrando a roupa úmida para o meio do leito, enxugando o colchão;
26 – Trocar de luvas ou lavar as mãos enluvadas, para não contaminar a roupa limpa;
27 – Proceder a arrumação do leito, com o paciente em decúbito lateral;
28 – Virar o paciente sobre o lado pronto do leito;
29 – Retirar a roupa suja e desprezá-la no hamper;
30 – Calcar outras luvas ou lavar as mãos enluvadas e terminar a arrumação do leito;
31 – Fazer os cantos da cama: cabeceira e pés;
32 – Vestir o paciente;
33 – Pentear os cabelos do paciente;
34 – Trocar a fronha;
35 – Utilizar travesseiros para ajeitar o paciente no decúbito mais adequado;
36 – Limpar balde, bacia, comadre com água e sabão;
37 – Recompor a unidade do paciente, colocando tudo no lugar;
38 – Retirar as luvas e lavar as mãos;
39 – Anotar no prontuário o que foi feito e as anormalidades detectadas, se houver.

BANHO DE ASPERSAO (chuveiro)

Material

Ø Roupa pessoal (pijama, camisola, shorts – fornecidos pelo Hospital),

Ø Toalha de banho,

Ø Sabonete (individual),

Ø Pente,

Ø Luva de banho (opcional),

Técnica

01 – Lavar as mãos;
02 – Explicar ao paciente o que vai ser feito;
03 – Reunir o material e levar ao banheiro;
04 – Encaminhar o paciente ao banheiro (portas e janelas fechadas);
05 – Abrir o chuveiro e regular a temperatura da água e orientar o paciente sobre o manuseio da torneira;
06 – Ajudar o paciente a se despir, caso não consiga fazer sozinho;
07 – Iniciar o banho se a situação permitir, deixando o paciente sozinho;
08 – Enxugar ou ajudar o paciente a fazê-lo, observando as condições da pele e a reação do banho;
09 – Vestir e pentear o paciente caso não consiga fazê-lo sozinho;
10 – Conduzir o paciente a sua unidade, colocando-o em posição confortável na cadeira;
11 – Arrumar o leito e deixar a unidade em ordem;
12 – Colocar tudo no lugar e chamar o pessoal da limpeza para proceder a limpeza do banheiro;
13 – Lavar as mãos;
14 – Anotar no prontuário.

Obs: – Sentar na cadeira embaixo do chuveiro e muito mais seguro para os pacientes idosos ou para os
pacientes que ainda estão muito fracos, facilitando para que lavem as pernas e pés, com menor probabilidade de escorregarem,
- Durante o banho deve-se assegurar a privacidade ao paciente, mas pedir-lhe para não trancar a
porta e chamar se precisar de assistência. Manter-se perto do local.

HIGIENE INTIMA FEMININA

Material

01 balde,
01 jarra,
Pacote de gazes,
Comadre,
Toalha de banho,
Sabao liquido o P.V.P.I. degermante,
Luvas para procedimento,
Hamper,
Pinca auxiliar (Cheron),
Biombo,
Forro e saco plastico,

Técnica

01 – Lavar as mãos;
02 – Explicar o procedimento ao paciente;
03 – Reunir o material e colocá-los sobre a mesa de cabeceira;
04 – Calcar as luvas;
05 – Trazer o hamper próximo ao leito;
06 – Proteger a unidade com biombos;
07 – Colocar o paciente em posição ginecológica, procurando expo-la o mínimo possível;
08 – Colocar o forro sobre o saco plástico, colocando-os sobre a região glútea;
09 – Colocar a comadre sob a região glútea da paciente, com ajuda da mesma;
10 – Irrigar monte pubiano e vulva com água, despejando-a suavemente com o auxilio da jarra;
11 – Despejar pequena porção de sabão liquido ou P.V.P.I. dergermante sobre o monte pubiano;
12 – Ensaboar a região pubiana com a pinça montada em gaze, de cima para baixo sem atingir o anus, desprezando a gaze, apos cada movimento vulva – anus;
13 – Afastar os grandes lábios e lavá-la no sentido antero-posterior, primeiro de um lado, desprezando a gaze e depois do outro lado;
14 – Lavar por ultimo a região anal;
15 – Despejar a água da jarra, sobre as regiões ensaboadas;
16 – Retirar a comadre;
17 – Enxugar a região lavada com a toalha de banho ou com o forro que esta sob a região glútea do
paciente;
18 – Colocar a paciente em posição de conforto;
19 – Desprezar as roupas (toalha, forro) no hamper;
20 – Lavar a comadre no banheiro, juntamente com o balde e jarra e guardá-los;
21 – Retirar a luva;
22 – Lavar as mãos;
23 – Anotar no prontuário.

Obs: – Se houver presença de secreção uretral e/ou vaginal, utilizar gazes montadas na pinça
auxiliar para retirar o excesso, antes de iniciar a limpeza com água e sabão liquido ou P.V.P.I. dergermante.


HIGIENE INTIMA MASCULINA

Material

01 balde,
01 jarra,
Pacote de gazes,
Comadre,
Toalha de banho,
Sabão liquido o P.V.P.I. degermante,
Luvas para procedimento,
Hamper,
Pinça auxiliar (Cheron),
Biombo,
Forro e saco plástico.

Técnica

01 – Lavar as mãos;
02 – Explicar o procedimento ao paciente;
03 – Reunir o material e levá-lo a unidade do paciente;
04 – Proteger a unidade com biombos;
05 – Trazer o hamper próximo ao leito;
06 – Calcar as luvas de procedimentos;
07 – Posicionar o paciente expondo somente a área genital;
08 – Colocar o forro com plástico sob a região glútea do paciente;
09 – Colocar a comadre sob a região glútea em cima do forro com a ajuda do paciente;
10 – Irrigar com a jarra com água, a região genital;
11 – Dobrar e pinçar gaze com a pinça auxiliar;
12 – Despejar pequena porção de sabão liquido ou P.V.P.I. degermante, sobre os genitais;
13 – Ensaboar os genitais com a pinça montada em gaze, desprezando a gaze, a cada etapa;
14 – Tracionar o prepúcio para trás s, lavando-o em seguida, com movimentos únicos e circulares;
15 – Iniciar a higiene intima pelo meato urinário, prepúcio, glande, corpo do pênis, depois região escrotal e por ultimo a região anal;
16 – Despejar o conteúdo da jarra sobre a região pubiana, pregas inguinais, pênis e bolsa escrotal;
17 – Tracionar o escroto, enxaguando a face inferior no sentido escroto perineal;
18 – Retirar todo o sabão liquido ou P.V.P.I. degermante;
19 – Retirar a comadre;
20 – Enxugar a região lavada com a toalha de banho ou com o forro que esta sob a região glútea do
paciente;
21 – Posicionar o prepúcio;
22 – Colocar a paciente em posição de conforto;
23 – Desprezar as roupas no hamper (toalha, forro);
24 – Lavar a comadre no banheiro, juntamente com o balde e jarra e guardá-los;
25 – Retirar a luva;
26 – Lavar as mãos;
27 – Anotar no prontuário.

Obs: – Se houver presença de secreção purulenta na região uretral, limpa-la com gaze, antes de proceder a limpeza com água e sabão.

LAVAGEM DOS CABELOS

Material

Shampoo,
Balde,
Bacia,
Toalha de banho,
Luvas para procedimento,
Forro e saco plástico,
Pente,
Algodao em bola (02 unidades).

Técnica

01 – Explicar ao paciente o que ser feito;
02 – Reunir o material no carro de banho e levá-lo próximo a cama do paciente;
03 – Lavar as mãos;
04 – Fechar portas e janelas;
05 – Abaixar a cabeceira do leito do paciente;
06 – Retirar o travesseiro;
07 – Colocar toalha de banho na cabeceira da cama, sob o forro com o plástico;
08 – Colocar sobre o forro com plástico, a bacia com água morna;
09 – Colocar o paciente em posição diagonal, com a cabeça próxima ao funcionário;
10 – Proteger os ouvidos do paciente com algodão;
11 – Colocar outra toalha ao redor do pescoço do paciente, afrouxando a camisola, no caso de mulher, ou
retirando a camisa no caso de homem, cobrindo-o com o lençol;
12 – Sustentar a cabeça do paciente com uma das mãos, sobre a bacia com água;
13 – Pentear os cabelos, inspecionando o couro cabeludo, cabelos e observando condições de
anormalidade;
14 – Umedecer os cabelos com um pouco de água, aplicando o shampoo evitando que o liquido escorra
nos olhos;
15 – Massagear o couro cabeludo com as pontas dos dedos;
16 – Lavar os cabelos;
17 – Enxaguar os cabelos do paciente ate sair toda espuma, com o auxilio de uma jarra;
18 – Despejar a água da bacia, quantas vezes forem necessário;
19 – Elevar a cabeça do paciente e espremer os cabelos com cuidado, fazendo escorrer água;
20 – Retirar a bacia que esta sob a cabeça do paciente;
21 – Descansar e envolver a cabeça do paciente na toalha;
22 – Secar os cabelos com toalha de banho ou forro;
23 – Pentear os cabelos do paciente;
24 – Recolocar o travesseiro e voltar o paciente a posição inicial;
25 – Retirar a toalha, recompor o material no carro de banho, deixando paciente em posição confortável;
26 – Lavar as mãos;
27 – Anotar na prescrição do paciente.

TRATAMENTO DE PEDICULOSE E REMOCAO DE LENDEAS

Material

Solução indicada para pediculose,
Luvas para procedimento,
Atadura de crepe,
Esparadrapo,
Forro e saco plastico,
Pente fino,
Biombo,
Vaselina Liquida.

Tecnica

01 – Lavar as maos;
02 – Trazer a bandeja com o material e coloca-los na mesa de cabeceira ou carro de banho;
03 – Explicar o procedimento ao paciente;
04 – Colocar biombo;
05 – Colocar o forro protegido com plastico sobre o travesseiro;
06 – Aplicar vaselina nas bordas do couro cabeludo, para evitar que a solucao queime o rosto;
07 – Dividir os cabelos em partes, aplicando a solucao com gaze, fazendo friccao no couro cabeludo e no final embeber os cabelos;
08 – Prender o cabelo e colocar a faixa de crepe ao redor da cabeca, formando um gorro e fixando com
esparadrapo no final;
09 – Conservar o travesseiro com forro;
10 – Retirar as luvas;
11 – Lavar as maos;
12 – Deixar o paciente confortavel e a unidade em ordem;
13 – Levar a bandeja com o material para o local de origem;
14 – Fazer anotacoes no prontuario do paciente.

Obs: – Deixar a solução no cabelo por 03 a 06 horas pela manha e lavá-la a tarde, passando vinagre apos
e penteando;
- Repetir o procedimento durante 03 dias ou mais, se necessário.


CAPITULO III – O CLIENTE HOSPITALIZADO

1 – NOÇÕES GERAIS

Assistência ao cliente hospitalizado, desde a admissão até a sua alta, transferência ou óbito faz parte s funções da equipe de enfermagem, que deve ter preparo especial para desempenhar bem o seu trabalho. O cuidado do cliente, a prevenção da doença e a promoção da saúde e do bem estar requerem conhecimentos e habilidades maiores do que uma só pessoa possa adquirir.

2 – CONCEITO DE CLIENTE

Doente: é todo o indivíduo portador de uma doença

Cliente: é todo o indivíduo submetido a tratamento e observação

Cliente: é o indivíduo ativo e participativo da assistência prestada.

Aspectos Relacionados ao Cliente


- Religioso

- Social

- Psicológico


Tipos de Clientes


a) Superinformado

b) Medroso

c) Mutissintomatico

d) Excessivamente loquaz

e) Colérico


3 – PRONTUÁRIO – IMPRESSOS GERAIS, REGISTROS E COMUNICAÇÕES

O prontuário “ MÉDICO OU DO CLIENTE” é o conjunto de documentos e informações relativos á história da vida de um cliente e da sua doença sob o ponto de vista médico – social e garantida a necessária uniformidade estatística.

No preenchimento dos impressos os dados devem – ser precisos, sintéticos e escritos com letra que possa ser reconhecida por todos.

Um prontuário completo é aquele que inclui:

a) Numero de identificação do prontuário

b) Dados de identificação pessoal do cliente

c) Data de ingresso

d) Antecedentes pessoais e familiares, história da doença atual e exame físico (anamnese)

e) Diagnóstico provisório e final , tratamento médico ou cirúrgicos, exames complementares de diagnóstico e evolução da doença

f) Relatórios ( médicos, enfermagem e toda equipe de saúde)

g) Resultado final

h) Resumo

Trata-se de um documento de grande valor, elaborado por diversos profissionais de alto nível.

4 – OBSERVAÇÃO DE SINAIS E SINTOMAS

A observação do cliente tem importância vital para os serviços de enfermagem que lhe são prestados. Os sinais e sintomas sentidos pelo clientes e não conhecidos a menos que ele se queixe dos mesmos, são denominados subjetivos.

Os sintomas subjetivos são aqueles que o cliente relata, embora não possam ser detectados pela enfermagem. Ex: náuseas, tonteiras, prurido, sensibilidade e dor. Os sintomas objetivos são aqueles que podemos ver, ouvir, sentir e cheirar , ou que são revelados por métodos especiais de exames.

5 – ADMISSÃO, ALTA, TRANSFERENCIA E ÓBITO

A admissão de um cliente no hospital significa a sua entrada na instituição. O cliente ao ser admitido deve ser bem recebido no hospital .

Dirigir ao cliente somente pelo nome e encaminha-lo a unidade e fazer as devidas anotações.

Informar sobre as normas e regulamento do hospital.

A alta do cliente deve ser planejada com dias de antecedência pelos profissionais , para ser feitas as devidas orientações ao cliente e a família

A transferencia é necessária todas as vez que naquele setor ou naquele hospital não permiti a continuidade na assistência.

O cliente em estágio final deve receber todos os cuidados necessários de modo a proporcionar-lhe segurança e conforto até nos momentos finais de vida. É considerada óbito quando já decorreram 48 horas ou mais, após a internação. Antes deste prazo, será necessária a necropsia

6 – AMBIENTE HOSPITALAR E FÍSICO DO CLIENTE

“E o conjunto de elementos destinados a acomodação do cliente internado, e que englobam facilidades adequadas a prestação de cuidados necessários e um bom atendimento”.

Finalidades

Ø Proporcionar ao cliente um ambiente propicio a sua rápida recuperação

Ø Oferecer a enfermagem condições que favoreçam um bom desempenho de suas funções.

Componentes

Dependem do hospital para hospital


Ø Posto de enfermagem

Ø Sala de serviços

Ø Sala de utilidades

Ø Copa

Ø Enfermarias ou quartos

Ø Rouparia

Ø Banheiro para cliente ( com chuveiro e vaso sanitários

Ø Banheiro para funcionários.


Setores do hospital

Ø Clinica Medica , cirúrgica e pediatria

Ø Enfermaria para isolamento

Ø CTI, CTQ, UTI entre outras

Unidade do cliente


Ø Uma cama com colchão

Ø Cadeira e mesa de cabeceira equipada com o material de uso do cliente

Ø Campainha

Ø Pontos de oxigênio

Ø Mesa de refeição

Ø Escada de 2 degraus


Limpeza da Unidade

a) Limpeza concorrente ou diária – é feita diariamente após a arrumação da cama e a limpeza mobiliaria do cliente

b) Limpeza terminal – é a limpeza de todo o mobiliário da unidade. Sua indicação e por ocasião de alta, óbito, transferencia ou permanência prolongada no leito.

7 – ARRUMAÇÃO DO LEITO

O leito é um fator importante na obtenção do repouso e conforto adequado, sendo essencial na manutenção e recuperação a saúde. A técnica preconizada tem a função de proporcionar conforto e segurança ao cliente como também tornar mas rápido e menos cansativo o trabalho da enfermagem.

Tipos de Cama e diferenças entre as camas

a) Cama aberta (cliente deambulando ) – dever-se dobrar o lençol e a colcha ,o travesseiro deitado.

b) Cama fechada (esta desocupada) – o lençol do cliente vai cobrir a cama toda e o travesseiro deve ficar em pé.

c) Cama de operado – são 2 impermeáveis 2 traçados, deve-se por na cabeceira e no meio da cama. Dobrar o lençol , colcha e cobertor em leque.

d) Cama com cliente acamado – deve por o cliente em decúbito lateral para arrumá-la.

Material


Ø 02 lençóis

Ø 01 impermeável

Ø 01 fronha

Ø 01 colcha

Ø 01 cobertor

Ø 01 traçado


Procedimento

1- Colocar a roupa no espaldar da cadeira, em ordem de uso: fronha, colcha, cobertor, lençol protetor , lençol móvel, impermeável e lençol protetor do colchão. Estas peças são dobradas em quatro partes, em sentido longitudinal e depois em duas no sentido transversal.

CAPITULO II – O AMBIENTE HOSPITALAR

1 – HOSPITAL

Palavra de origem do latim “hopes” – hospede, que significa “ lugar em que há pessoas hospedadas” . Foram diversas definições de hospital dadas ao longo dos tempos na tentativa de conceituar mais amplamente possível este ambiente fundamental no restabelecimento da saúde perdida.

“Hospital é a parte integrante de um sistema coordenado de saúde, cuja função e dispensar a comunidade completa assistência medica, preventiva e curativa, inclusive serviços extensivos a família, em seu domicilio e ainda um certo treinamento medico e para – medico, e de pesquisa biossocial”.

Funções

De acordo como a Organização Mundial de Saúde (OMS) agrupou as funções que podem, ser desenvolvidas no hospital, da seguinte forma:

Ø Função restaurativas: diagnóstico, tratamento, reabilitação e emergência.

Ø Função de prevenção: supervisão da gravidez e supervisão do crescimento e desenvolvimento normal da criança e do adolescente, controle das doenças transmissíveis, prevenção das doenças de longa duração. Prevenção da invalidez física e mental, educação sanitária e saúde ocupacional.

Ø Função de ensino, educação e pesquisa: ensino pratico das profissionais de medicina, enfermagem, serviço social, etc., formação de pós-graduação e especialistas, aspectos físicos, psicológicos e sociais da saúde e doença, atividades hospitalares, técnicas e administrativas.

Classificação

Assim como podemos dar diversos conceitos ao hospital, também podemos classificá-lo de diversas formas, tais como:

Ø De acordo com o atendimento, visando o aspecto clinico, o hospital , pode ser: geral e especializado.

Ø Do ponto de vista gerencial, visando o aspecto administrativo pode ser: governamental, federais, municipais e particulares.

Ø De acordo com a localização ou estrutura: horizontal, vertical, monobloco, pavilhonar.

a) De acordo com capacidade:

Pequeno porte: ate 49 leitos Médio porte: de 50 a 199 leitos

Grande porte: de 200 a 499 leitos Porte especial: acima de 500 leitos

b) De acordo com a permanecia da clientela:

Hospital dia Hospital de curta permanência

Hospital de longa permanência Hospital de crônicas

Tipos de Unidade de Saúde

a) Posto de Saúde : é uma unidade de saúde que presta assistência a uma população determinada, estimado em ate 2.000 habitantes,

b) Centro de Saúde: é uma unidade de saúde que presta assistência a uma população determinada, contando com uma equipe interdisciplinar em caráter permanente, com médicos gerneralistas ou especialistas.

c) Unidade Regional de especialidades ( ambulatório de especialidades): é concebido para atender agrupamentos populacionais superiores a 30.000 habitantes.

d) Unidade Mista : é o estabelecimento de saúde destinada a prestar assistência á saúde, em regime ambulatórial e de internação. Deverá estar programada para atender agrupamentos populacionais que não ultrapassam 15.000 habitantes, e em locais onde o centro de saúde/hospital local ou regional é difícil , sendo coordenada pelo centro de saúde.

e) Hospital Local: é o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência medica em regime de internação e urgência, nas especialidades médicas básicas. Com agrupamentos populacionais com mais de 20.000 habitantes, o hospital local é referencia de internação.

f) Hospital Regional: é o estabelecimento de saúde destinada e prestar assistência médica em regime de internação e emergência nas especialidades médicas básicas. A população mínima da área não deve ser menor do que 20.000 habitantes.

g) Hospital Especializado: é o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência médica, em uma só especialidade em regime de internação e de emergência, aos clientes referidos das áreas de menor complexidade do sistema.

2 – INFECÇÃO HOSPITALAR

A infecção hospitalar é aquela que não estava presente e nem em incubação ( se desenvolvendo sem se manifestar, em silencio) no momento em que o cliente internou no hospital. A infecção comunitária é aquela que já estava presente no momento em que o cliente internou no hospital. Pode ate estar em incubação e aparecem os sintomas após a internação.

Portaria n.º 196, de 24 de julho de 1983 – M.S : “ E qualquer infecção adquirida após a admissão do cliente, e que se manifesta no decorrer da sua permanecia no hospital, ou mesmo depois da alta, em alguns casos conduzindo ate a morte, mas sempre relacionada com a hospitalização”.

Tipos de infecções hospitalares

a) De acordo com o local de instalação: infecção urinarias, infecções cirúrgicas, infecções respiratórias, Sepses.

b) De acordo com o agente causador:

- Cruzada: provocada pôr uma cepa que penetra no organismo enfermo com um sistema defensivo gravemente afetado, procedente de um portador ou dos fômites de outros doentes.

- Superinfecções hospitalar: é um quadro clinico, causado pôr uma nova bactéria que atua como agente continuador do processo infeccioso no qual o doente é portador.

- Infecções oportunistas: provocada pôr germes não patogênicos de um organismo comprometido.

Suscetibilidade do Hospedeiro

Os seguintes grupos de pessoas estão sob maior riscos de adquirir infecções, independentemente de hospitalares ou comunitárias.

1 – Pessoas nos extremos das faixas etárias, ou seja, recém nascidos e idosos. Os recém nascidos pôr sua imunidade ainda não complemente desenvolvida e os idosos em função de que os diversos sistemas do organismo aos poucos vão reduzindo sua perfeita capacidade funcional.

2 – Condições de imunização

3 - Tipo de doença básica

4 – Efeitos do procedimento de diagnostico e da terapêutica : biópsia, cateterização, aspirações de fluidos, cirurgias , uso de antibióticos, radiações ionizantes.

5 – Clientes com necessidades de drogas imunossupressoras como quimioterapicos e corticoiteróides.

6 – Clientes com determinadas doenças crônica, como diabéticos, leucemicos, Câncer, linfoma ou nefrose

7 – Clientes sob stress.

8 – Clientes com alterações de sua barreira naturais

9 – Clientes com problemas neurológicos afetando suas respostas reflexas.

10 – Clientes desnutridos

11 – Clientes obesos (pôr maior risco para infecção cirúrgicas)

12 – Fumantes ( maior risco para infecções cirúrgicas e respiratórias)

13 – Alcoolismo

14 – Hipogamaglobulinemia

Defesa

1 – Imunidade celular ( defesas gerais desenvolvidas pelo organismo, levadas através do sangue e fluidos).

2 – Imunidade Passiva ( passada de mãe para o filho pela placenta ou pela amamentação)

3 – Imunidade Ativa: adquirida após Ter uma doença e ficar imune á ela e adquirida através de vacinas.

Transmissão das infecções hospitalares

As infecções hospitalares se desenvolvem pela combinação de diferentes fatores:

a) Defesas individuais ( suscetibilidade do hospedeiro)

b) Grau de agressividade dos microorganismos ( agentes infeccioso).

c) Modo de transmissão da doença -( forma do microorganismo entrar no organismo humano)

d) O meio ambiente

Fontes de infecção

As fontes imediatas de microorganismos no hospital são:

a) As pessoas : funcionários, visitantes e clientes.

b) Fômites: são objetos inanimados ( material e equipamentos médicos)

c) Alimentos

d) Animais antrópodes

Vias de transmissão

a) Transmissão por contato

- Via direta: contaminação direta da fonte ao receptor sem um objeto intermediário

- Via indireta :o s microorganismos transferem – seda fonte para o receptor através de um objeto intermediário

- Por goticulas : são aquelas cujos agentes infecciosos são transmitidos da fonte em forma de goticulas ao receptor que se encontra a curta distancia.

b) Transmissão pelo ar

Dependendo do tipo de doença pode ser apenas pela respiração (mais raro) ou por espirro ou tosse. Pessoas com gripe ou outras infecções muito transmissíveis, como o sarampo e tuberculose se transmitem desta forma.

c) Transmissão por vetores

Locais sujos podem ser atrativos de insetos e roedores, causando a transmissão de doenças através destes vetores de infecção.

d) Transmissão por fonte/ veiculo comum

Quando diversos clientes se submetem ao mesmo tipo de tratamento ou alimentos contaminados, diz – se que a transmissão da infecção ocorre por uma fonte comum do mesmo microorganismo ou sua toxinas.

Modo

Tipo

Doença

Contato

Direto

- Hepatite B

- Gonorréia

- Sífilis

- Infecções por estafilococos

Indireto

- Infecções por Pseudonomas

- Malária

- Hepatite A

Transportada pelo Ar

Goticulas

- Sarampo

- Faringite por estreptococos

Núcleo de Goticulas

- Varicela

- Tuberculose

- Difteria

Veiculo Comum

Transportada por alimentos

- Salmonelose

- Gastroenterite por estafilococos

Transportada por água

- Shiguelose

Transportada por Vetores

Mosquito, pulga, carrapato, ácaro e piolho

- Malária

- Peste Bubônica

- Riquetsioses

Principais medidas para prevenção de infecções hospitalares

O principal modo de evitar a transmissão das infecções hospitalares é, portanto LAVAR AS MÃOS antes e após o contato com os clientes e após as eliminações.

A Limpeza do ambiente e dos materiais que o cliente irá utilizar é outro dos modos de evitar a propagação das infecções.

Apostila de Fundamentos de enfermagem/Capítulo I- Enfermagem

CAPITULO I – ENFERMAGEM

1 – CONCEITO E EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM

Enfermagem é uma arte e uma ciência que visa o indivíduo como um todo, prestando assistência bio – psico – social. O reconhecimento da enfermagem como arte e bem antigo. Arte é um conjunto de conhecimentos práticos que mostram como trabalhar para conseguir certos resultados. A ciência é um conjunto de conhecimentos baseados em um grande número de fatos cuidadosamente observados, dispostos e classificados de modo a estabelecer determinados princípios e leis.

Atualmente a enfermagem é conceituada por vários pesquisadores como:

“ Um processo ou sistema no que se utilizam métodos, normas e procedimentos específicos, organizados e fundamentados em uma filosofia e objetivos definidos de enfermagem, visando conhecer e atender as necessidades básicas afetadas da pessoa humana”.

A enfermagem em sua evolução passou por três fases distintas: a empírica ou primitiva, a evolutiva e a de aprimoramento. O cuidado de pessoas doentes significava, no geral, grande inconveniência para a sociedade, principalmente assistência aos indivíduos com distúrbios mentais ou doenças contagiosas.

O cuidado com o doente teve inicio na família e posteriormente passou para a responsabilidade dos sacerdotes, feiticeiros, mágicos e médicos antigos.

Na primeira fase, chamada de empírica ou primitiva, não havia profissionais e a assistência prestada aos doentes era praticada por leigos que usavam e abusavam dos mais condenáveis meios de tratamento, pondo em risco a vida daqueles que caiam em suas mãos, não só pela falta de recursos como desconhecimentos adequado para prestarem uma assistência eficiente. As ações das Irmãs de Caridade, na Europa e das diaconisas, na Alemanha, no fim deste período lançaram as bases da enfermagem.

A enfermagem entrou para uma nova fase com a extraordinária personalidade de Florence Nightingale, que contribuiu grandemente para que tal atividade, além de arte, iniciasse tentativas de um progresso cientifico. Isto, aproximadamente na metade do século XIX. A chamada dama da Lâmpada era destemida, brava e ao mesmo tempo suavíssima. Tinha uma grande capacidade de agir e sentir. Era inteligente, culta e seu grande talento elevou á enfermagem, em cinco decênios, de 1854 a 1907 a alcançar elevado conceito, capaz de dignificar uma profissão tão incompreendida combatida.

Foi necessário que se enfrentasse uma guerra para a enfermagem obter as conquistas de que hoje somos favorecidos. Após a sua chegada Guerra Triméia, Florence fundou a escola de Enfermagem do Hospital Saint Tomas, que receberia o nome de escola de Enfermagem Nightingale, onde foram lançadas as bases do ensino de enfermagem, com a preparação das primeiras enfermeiras, que muito tiveram que lutar para conseguir o patrimônio que hoje desfrutamos.

Como sua conseqüência lógica das conquistas da Segunda fase, está ultima representa um elevado privilegio para a enfermagem.

Com o decorrer do tempo, muito se descobriu no campo das ciências físicas, biológicas e sociais, contribuindo, tudo isso, para uma conceituação de prevenção, cura e reabilitação de distúrbios físicos e mentais. Passou então a enfermagem considerar o indivíduo como um centro de cuidados, com atendimento individualizado , visando salientar a inter – relação dos sistemas bio – psico – sócio – espiritual da pessoa humana.

2 – EVOLUÇÃO DA ENFERMAGEM NO BRASIL

Com o descobrimento do Brasil, iniciou-se o exercício da Enfermagem no Pais pelos jesuítas, com atuação preponderante, sobretudo, de Anchieta, missionário intrépido, que juntamente com os demais jesuítas, atendiam ás necessidades urgentes do povo, como catequistas, médicos, enfermeiros e educadores, como objetivos bem direcionados para prevenção e cura. Nesta época começaram a surgir as necessidades básicas, como Hospitais, constituídos pelas Santa Casa de Misericórdia, que, sem duvida, necessitavam de assistência de enfermagem para os clientes ali internados.

Os escravos eram utilizados como voluntários, e muito contribuíram na assistência aos enfermos. Qualquer pessoas podia iniciar – se no cuidado aos clientes e, após pequena experiência, intular – se pratico.

Em 1890, o ensino da Enfermagem começou a Ter doma legal com o Decreto nº 791 de 27 de setembro, criando uma Escola Profissional de Enfermeiros e enfermeiras, para os hospícios e hospitais civis e militares ( Escola Alfredo Pinto).

Em 10 de novembro de 1932, o governo da República aprova o regulamento do :Hospital Geral de Assistência do Departamento Nacional de Saúde Publica e, anexa ao Hospital, a Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Publica (Escola Ana Neri ).

Enfermagem

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Enfermagem – Uma paixão sem remédios